Notícia | IBSP

Educação continuada como fortalecimento da cultura de segurança

IBSP segue ampliando sua plataforma de ensino com soluções que atendem às necessidades das equipes multidisciplinares da saúde

Há 10 anos o Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP) atua na ampliação do conhecimento do setor de saúde quanto às melhores diretrizes, estratégias e ferramentas para dirimir os riscos e melhorar a segurança e a qualidade da assistência. Esse direcionamento atende a necessidade global de promover a educação sobre essa temática a fim de tornar os sistemas de saúde mais eficazes.

Otimizar o acesso à educação continuada é estratégico para a melhoria da segurança do paciente e essa foi, inclusive, uma das conclusões de um estudo (1) feito em território nacional que entrevistou 23 profissionais que atuavam em um hospital público de ensino.

Nessa pesquisa, os trabalhadores da saúde apontaram que treinamentos por meio de palestras, cursos teóricos e aulas práticas são possibilidades educacionais interessantes para aprimoramento profissional quanto à segurança do paciente. Mencionaram, inclusive, que a educação continuada surge como um alicerce para a inserção do tema no cotidiano do trabalho.

“Assim que fundamos o IBSP veio à tona a necessidade de compartilhar conhecimento e nosso cerne passou a ser a educação, tanto na forma de criação de conteúdo nas mídias sociais e em nosso portal, quanto em produtos e serviços diversos oferecidos tanto para os profissionais quanto para as instituições”, diz Lucas Zambon, fundador e diretor científico do Instituto.

Hoje a entidade conta com uma ampla grade de cursos presenciais e à distância que suprem muitas das necessidades de atualização nesse segmento. Essas soluções abrangem a assistência multidisciplinar, ou seja, são ofertadas para muitas das profissões que diariamente prestam atendimento. “Oferecemos diversos serviços de ensino para auxiliar os profissionais de saúde – principalmente os que estão na linha de frente – a aprimorar o conhecimento e, por consequência, melhorar os desfechos dos pacientes”, comenta José Branco, fundador e diretor executivo do IBSP.

A proposta de ensino do Instituto também destrava alguns empecilhos à dinâmica de educação em saúde do país. Em seu portal compartilha, duas vezes por semana, conteúdos embasados nas melhores evidências científicas internacionais, traduzindo as percepções e notícias – que normalmente estão publicadas em inglês – para o português, o que permite que diretrizes e descobertas mundiais possam ser absorvidas por um maior número de profissionais de saúde no Brasil.

“Nossa coluna vertebral é a educação”, relata Karina Pires, fundadora e diretora de operações da entidade, enfatizando que com acessos diversificados ao conhecimento, os profissionais podem buscar o formato que melhor se adequa às suas necessidades e à sua agenda. Buscando sempre ampliar esse conjunto de serviços, hoje o IBSP oferece aulas no formato EAD (Ensino à Distância), cursos tutorados onde o profissional conta com um especialista para acompanhar todo seu desenvolvimento e está lançando de uma nova solução de mentoria tanto one on one quanto em grupo para que esses trabalhadores da saúde tenham uma equipe de especialistas do Instituto os apoiando em suas principais dúvidas e necessidades.

Paralelamente ao investimento em educação continuada, soa emergencial a mudança nas estruturas de ensino. Estudo (2) feito por uma parceria entre os Estados Unidos e a Itália avaliou como a temática da segurança do paciente vem sendo abordada na educação médica da Alemanha, visto que as universidades de medicina, enfermagem, farmácia e odontologia tinham currículos limitados sobre o assunto. Concluiu que preparar a força de trabalho da saúde para que os cuidados se tornem mais seguros é imperativo. Segundo os pesquisadores, segurança do paciente deve sempre ser encarada como uma nova ciência básica para a formação desses trabalhadores que lidam, diariamente, com pacientes em todos os graus da assistência.

Assim, sugere que o novo currículo escolar daqueles que optam por atuar no setor de saúde deve envolver competências relacionadas à prestação de cuidados centrados no paciente, trabalho em equipes interdisciplinares, uso de práticas baseadas em evidências e aplicação de conceitos de melhoria de qualidade. Esses são, justamente, alguns dos tópicos principais que embasam os conteúdos compartilhados pelo IBSP.

Referências:

(1) Educação para cultura de segurança do paciente: implicações para a formação profissional

(2) Patient safety: a new basic science for professional education

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